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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Dias preciosos, viagem à vista

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Está chegando o dia de viajar. O dia de mudar o ritmo. Mais umas férias de dias preciosos, sempre tão bem-vindas. Dessa vez, vou para Mendoza, visitar algumas vinícolas e, depois, prometo contar qual foi o melhor vinho de todos. Na sequência, dou um pulinho em Buenos Aires, para rever aqueles lugares que a gente já foi tantas vezes — e que, mesmo assim, dão vontade de voltar. Vou com o meu marido. Não vou dizer com mais quem eu vou... deixo no ar. Por aqui, vou dar um tempo nas postagens. Uma pausa para observar mais, viver com calma e guardar ideias para os próximos textos e projetos de 2026. Réveillon, do francês réveiller , significa "despertar". A virada do ano é esse momento de recomeço, de pensar na vida e fazer planos com calma. O dourado, tão presente nessa noite, simboliza sucesso e realização — um jeito delicado de desejar um ano vivido com mais luz. Muita energia, muita alegria e muita disposição — porque é isso que dá prazer em viver. Abraços a todos, e que o ano ...

Museu Larco: O imperdível de Lima

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Gostei demais do Museu Larco, em Lima, no Peru , instalado num a mansão do século XVIII, coberta por buganvílias que encantam logo na chegada. Desde a entrada o museu já transmite uma atmosfera acolhedora e tranquila. Fundado em 1926 por Rafael Larco Hoyle , um dos maiores arqueólogos peruanos, reúne um acervo riquíssimo das culturas pré-colombianas. O museu possui um acervo de aproximadamente 45 mil peças , resultado de décadas de pesquisa e preservação. Desse conjunto monumental, apenas algumas centenas são selecionadas para a exposição principal , organizada com muito cuidado, de maneira elegante e acessível ao público. Grande parte desse acervo é dedicada à cultura Mochica (Moche), uma das mais representadas no museu.   As cerâmicas Moche chamam atenção pela delicadeza das feições; os têxteis impressionam pelo refinamento do trabalho; e as peças de ourivesaria, como coroas, ornamentos e máscaras, revelam sofisticação e a técnica das culturas antigas. Fiz a visita...

Celebrar é viver intensamente

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O que é celebrar?  É realizar uma cerimônia festiva para enaltecer um fato, um acontecimento, uma pessoa — e até mesmo pequenas conquistas.  E, assim, para comemorar um  momento significativo, fui jantar com meu marido em um delicioso restaurante chamado Cestù,  em Santos (SP). Não há como não se surpreender ao entrar no salão e se deparar com o teto: uma floresta tropical pintada à mão pela artista Ju Carvalho , com a técnica de aquarela nas paredes.  A atmosfera exótica do local deve ser apreciada sem pressa. Tudo é incrível naquele espaço! A dopamina, hormônio da felicidade, desempenha um papel fundamental em nossa saúde mental.  Conquistas, preocupações e decepções — tudo faz parte do processo que vivemos. Por isso, festejar momentos de vitória e superação faz bem ao cérebro. Já imaginou sentir felicidade quando quiser? Parece um sonho distante, não é mesmo? A verdade é que não existe receita para isso. Das primeiras sensações da vida até a busca pel...

Zootopia 2 e uma tarde de férias com os netinhos

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Férias com netinhos são assim: a vovó sempre dá um jeito de juntar os quatro, e isso é sempre muito bom. Dessa vez, o passeio foi ao cinema para assistir Zootopia 2, um filme da Disney lançado no fim de novembro. Fomos ao Shopping Iguatemi, em São Paulo.  Antes do filme, almoçamos no McDonald's — como muitas crianças gostam —, teve pipoca e fotos no shopping enfeitado para o Natal. Passamos na Livraria da Travessa e cada um escolheu seu livrinho. O filme trouxe leituras diferentes para cada um. A Clarinha percebeu a importância de aceitar as diferenças. A Alice adorou o personagem do guarda e a cena da festa no filme. Todos gostaram, cada um do seu jeito. Foi uma tarde cheia, com cinema, livros, escolhas e boas memórias. Em Zootopia 2 , os detetives Judy Hopps e Nick Wilde retornam à metrópole animal para enfrentar um novo mistério. A parceria dos dois é colocada à prova com a chegada de Gary De'Snake, um réptil misterioso que causa confusão na cidade e leva a dupla a expl...

O Palácio dos Bandeirantes como Espaço de Arte

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Sede administrativa do Governo do Estado de São Paulo, o edifício foi originalmente projetado para abrigar a Universidade Comercial Conde Matarazzo, projeto que acabou não sendo realizado. Nos anos 1960, passou a fazer parte do patrimônio do Estado, reunindo funções administrativas e culturais. Hoje, o Palácio guarda um importante acervo de arte brasileira, espalhado por salas, corredores e jardins. Desde 1977, o espaço é aberto à visitação pública. Todas as obras que vimos fazem parte do acervo do próprio Palácio, incluindo um conjunto especial dedicado a Tarsila do Amaral , que ficará para um próximo post . A visitação e o estacionamento são gratuitos. A visita foi mediada por Raquel Ruiz, com a presença da curadora Vanessa Beatriz Bortulucce,   o que fez toda a diferença na forma como olhamos para as obras. Ao final do percurso, fomos almoçar no Clube Paineiras do Morumbi. Ali, com mais calma, conversamos, trocamos impressões e já começamos a pensar em uma próxima visita. ...

A Mulher Ruiva — Orhan Pamuk

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É a história de Cem , um jovem que, ainda adolescente, trabalha na escavação de um poço. Um ofício antigo, manual. Nesse período, ele se envolve com uma mulher ruiva. O livro traz os mitos de Édipo e de Rostam e Sohrab. São histórias sobre pais e filhos, sobre destino e escolhas. No último capítulo, a Mulher Ruiva assume a palavra e a história muda. As noites no clube — nos três clubes de leitura dos quais participo — são sempre muito ricas. São experiências que vão além da leitura. A conversa amplia o livro. As participantes muitas vezes trazem interpretações  diferentes, e surgem aspectos que eu não teria percebido sozinha. Nesse romance, eu acredito na terceira parte, quando a Mulher Ruiva entra em cena e conta a sua versão. Para mim, ali está algo verdadeiro . Já a Mônica, advogada do grupo, faz uma leitura completamente diferente. Ela percebe interesse e segundas intenções tanto na mulher quanto no filho. As coordenadoras do clube sempre propõem um jantar que combine com o...

Digital Immersion: Minha Cabeça Fundiu... Mas Eu Consegui

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Na segunda-feira da semana passada, a minha cabeça simplesmente fundiu. Passei o dia inteiro no curso Digital Immersion Experience. Foi muita tecnologia, IA, plataformas e automatizações, conceitos que mudam rápido demais. Para quem não nasceu nessa época, às vezes parece impossível. Mesmo assim, eu fui. Fugir da modernidade não é opção . A aula foi dinâmica e intensa,  dinâmica até demais para mim.  Muita informação em pouco tempo, e acompanhar tudo exige esforço. Às vezes penso: "p ra que tudo isso? Já é tarde..."  Mas logo percebo que   ainda posso aprender. Entendi algo especial: a IA não substitui ninguém; é uma ferramenta. Ela faz o trabalho pesado, o técnico, o repetitivo — e nos devolve algo precioso: tempo. Tempo para pensar, criar, produzir, imaginar. Tempo para aquilo que só o ser humano consegue fazer, nos dias atuais. Na IA, o texto que usamos para pedir algo é chamado de prompt, e, quanto mais claro ele for, melhor a resposta. As ferramentas d...

Meio século depois: a primeira turma da FAMECA

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"Sintam-se abraçados... Este beijo é para todo o mundo."  Neste fim de semana vivi uma experiência muito especial. Acompanhei meu marido na comemoração dos 50 anos da primeira turma da Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA). Estar ali, ao lado dele, e encontrar pessoas que dedicaram a vida aos estudos, ao trabalho e ao cuidado com o outro foi emocionante. São trajetórias construídas com esforço e propósito, e rever essa turma tão unida reforçou o quanto essa história continua viva. O Almenat Embu das Artes, Tapestry Collection by Hilton, onde ficamos hospedados, ajudou a tornar tudo ainda mais agradável: muito verde ao redor, trilhas, lago, piscinas externas e aquecidas, academia, espaços tranquilos para descansar e bater muito papo. Os quartos eram amplos e silenciosos, com vista para a mata. No início achei que o atendimento pudesse ser um problema, porque havia poucos funcionários, mas logo percebi que todos eram extremamente gentis. Sempre que precisei — inclusive pa...