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Espanha com dois netos- parte 1

Nas férias escolares, tive uma ideia que me deixou realizada: levar dois netinhos, de 10 e 14 anos, para conhecer a Espanha! Combinamos de fazer tudo juntos, alternando minhas escolhas com as deles. E nós três gostamos de toda a programação. Uma das visitas que mais me surpreendeu foi ao Palácio Real de Madri. João ficou encantado!  Dedico esse texto a ele, para guardar um pouco do que descobrimos juntos. O palácio impressiona: cerca de 135 mil m² e mais de 3 mil cômodos! Foi construído no século XVIII, no lugar do antigo palácio, destruído por um incêndio em 1734. Os tetos têm afrescos com cenas mitológicas e religiosas. As paredes são decoradas com pinturas, seda, tapeçarias, mármore, porcelana e detalhes dourados. Equipes especializadas cuidam da conservação. Até os mais de 200 relógios antigos recebem atenção, e quase todos continuam funcionando! Hoje, o palácio é usado para cerimônias oficiais. O rei Felipe VI e a rainha Letizia vivem no complexo da Zarzuela, nos arredores de ...

Era uma Vez no Oeste — Claudia Cardinale em um faroeste inesquecível

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Adoro passear, sair de casa e conhecer lugares novos. Mas também gosto de passar o fim da tarde de domingo de pijama, comendo pipoca, tomando café  e assistindo a um clássico na TV.  Foi assim que revi Era uma vez no Oeste no último domingo. Eu já conhecia o filme, mas o recente falecimento de  Claudia Cardinale me deu vontade de revê-la atuando. Foi gostoso perceber que, mesmo depois de tantos anos, o filme ainda prendeu minha atenção. Sergio Leone tinha um jeito muito particular de filmar. Deixava longos momentos de silêncio e demorava nos olhares, nos rostos e nas paisagens. Claudia Cardinale está linda como Jill McBain, uma mulher que chega ao Velho Oeste para começar uma nova vida, mas encontra uma situação trágica. A partir daí, ela precisa enfrentar um mundo violento, dominados por homens como Frank, vivido por Henry Fonda com uma frieza assustadora. Mas Jill não está sozinha. Harmônica, interpretado por Charles Bronson, aparece com seu jeito misterioso e poucas p...

MASP: arte entre dois prédios

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Voltei ao MASP para conhecer as novas exposições do prédio novo. Já tinha ido na inauguração, mas a passagem interna ainda não estava pronta. Desta vez, comecei pelo corredor que liga os dois edifícios. Ali encontrei Pietrolina, uma obra cheia de cores de Beatriz Milhazes, brasileira nascida em 1960. A pintura ocupa uma parede, enquanto placas na parede oposta refletem suas formas e cores.  Gostei do nome, que une Pietro e Lina, o casal que dá nome aos dois edifícios do museu. O antigo, projetado por Lina Bo Bardi, foi inaugurado em 1968. Lina nasceu na Itália em 1914 e morreu em São Paulo em 1992, aos 77 anos. O novo ficou pronto em 2024 e abriu ao público em março de 2025. Projetado por Júlio Neves e METRO Arquitetos Associados, homenageia Pietro Maria Bardi, marido de Lina e primeiro diretor artístico do MASP. Depois de conhecer a passagem, subi ao sexto andar do prédio novo e fui descendo. Do 6º ao 2º andar está a exposição Histórias latino-americanas, que aborda coloniz...

História da Arte — Aprendendo a olhar

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Participo de um clube de leitura de História da Arte, baseado no livro A História da Arte, de E. H. Gombrich. E confesso: não é uma leitura fácil para mim! Tem capítulo que preciso ler duas ou três vezes. Até brinquei com o mediador que, diante desse livro, às vezes me sinto uma aluna do primário! Mas estou gostando muito. Aos poucos percebo que conhecer um pouco mais sobre arte já mudou a minha maneira de olhar.  Na recente viagem com dois dos meus netos à Espanha, visitamos museus em Madri e Barcelona. Foi muito gostoso olhar para uma obra e pensar: "Essa imagem eu conheço! Já vi isso no clube." Nem sempre lembrava o nome do artista, a época ou todos os detalhes. Mas alguma coisa tinha ficado. E isso, para mim, já vale muito. Nesse capítulo, estamos nos aproximando do final da Idade  Média. A arte ainda era muito ligada à religião, mas começava a olhar mais para as pessoas, a natureza, os animais e a vida cotidiana. Giotto, os irmãos Limbourg e Pisanello mostram um pouco...

O Pecado de Porto Negro - Norberto Morais

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Um livro que mexeu intensamente com todas as participantes. Depois das férias, o grupo voltou animado, e o Pecado de Porto Negro, de Norberto Morais, foi o grande responsável por uma noite de discussões riquíssimas. O sino precisou ser tocado diversas vezes, pois as opiniões eram fortes e o debate parecia não ter fim. Nossa coordenadora, Carol, foi impecável na condução do encontro. Difícil foi conduzir uma discussão sobre um romance repleto de contrastes: respeito, generosidade e amor; perversidade, violência, vingança e destruição. Norberto Morais procura mostrar as razões que levam alguns personagens à crueldade, quase nos levando a justificar suas atitudes pelos sofrimentos vividos na infância e/ou no passado. Para mim, porém, o sofrimento até pode explicar, mas não justifica a maldade extrema. E vocês? Conhecer a história sofrida de alguém muda a forma de julgar suas atitudes cruéis? O acolhimento sempre tão carinhoso das coordenadoras Carol, Vivi e Mônica tornou a noite ainda mai...

No Mar

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O livro das férias do Clube de Leitura da Travessa Iguatemi foi No Mar, de Toine Heijmans. Acabei me atrapalhando com a viagem à Espanha e com outras leituras previstas para Agosto. De  No Mar , consegui ler o começo, o final e um pouco do meio. Alguns o definiram como um romance de suspense. A leitura provoca uma expectativa permanente, aquela vontade de continuar lendo para descobrir o que vai acontecer.  Mas a discussão mostrou que o livro vai muito além disso. A história nos faz refletir sobre o que seria viver três meses em extrema solidão, a relação entre pai e filha, os limites da mente humana e como o isolamento e o cansaço podem alterar a forma como percebemos a realidade. Saí do encontro gostando ainda mais do livro. A conversa me fez perceber detalhes que eu não havia notado e aumentou minha vontade de ler No Mar inteiro. Toine Heijmans é um escritor e jornalista holandês . No Mar foi seu romance de estreia, publicado em 2011, e até o momento é o único publica...

Dia do Sonhador: Dom Quixote e Chico Buarque

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Gosto tanto dessa mensagem que decidi compartilhá-la novamente neste Dia do Sonhador. Escrevi essas palavras no ano passado, mas elas seguem fazendo muito sentido para mim. Afinal, sonhar nunca sai de moda.  No Brasil, em 9 de julho, comemora-se o Dia do Sonhador, uma data que celebra a importância de perseguir nossos objetivos com imaginação, criatividade, coragem e resiliência — enfrentando desafios grandes ou pequenos. Este dia sempre me inspira a acreditar no poder dos nossos sonhos, sejam eles reais ou fantasiosos. Sonhar é um convite a persistir, a construir um futuro mais leve, prazeroso e cheio de significado. A obra Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, é um símbolo dessa força. A história do cavaleiro sonhador, que luta por seus ideais com a companhia fiel de Sancho Pança, mostra como a vontade, a dignidade e a coragem podem transformar o mundo à nossa volta. É um lembrete de que os sonhos não apenas preenchem a vida de sentido, mas também têm o poder de inspi...