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Garota Interrompida

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Recentemente participei de uma discussão sobre o filme "Garota, interrompida", a convite do meu amigo Júlio Rosa, professor doutor da USP, psiquiatra e especialista em medicina legal, junto com estudantes e profissionais do Direito e da Medicina. Foi um encontro muito interessante e gostei muito de ter sido convidada. O filme mostra a história de Susanna, interpretada por Winona Ryder, uma jovem que, nos anos 1960, após uma consulta com um psicanalista, recebe o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline e é internada em um hospital psiquiátrico. Lá ela convive com outras jovens muito diferentes entre si, cada uma com seus problemas. Entre elas está Lisa, interpretada por Angelina Jolie, uma jovem sociopata, intensa, manipuladora e muito envolvente. Mas o que mais me chamou atenção foram as conversas que o filme trouxe. Até que ponto uma internação ajuda de verdade? Para quais pessoas ela realmente faz bem? Quando o atendimento especializado é necessário? Também se...

Taraz — café, doce e uma surpresa gostosa.

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Depois de visitar a exposição na Casa Bradesco, fizemos uma pausa no Taraz, ali mesmo na Cidade Matarazzo. Confesso que, antes de entrar, fui perguntar o preço do café e do doce. Achei caro e fiquei pensando se valeria a pena. Mas entramos. E aí veio a surpresa: no Taraz muitos itens são servidos em porções maiores, pensadas para compartilhar. O café deu tranquilamente para nós três — e ainda sobrou. O doce também compartilhamos em três. Escolhemos o bolo de macaxeira com coco, servido com sorvete de baunilha brasileira, doce de leite e fita de coco caramelizada. Uma delícia. E como nós três gostamos  de doce, aproveitamos até o fim. E o último pedacinho... adivinha para quem ficou? Para a mais doceira do grupo: eu. No fim, o que parecia caro acabou ficando gostoso, bonito e mais acessível do que eu imaginava. O café foi preparado na hora e estava ótimo. E o atendimento também foi muito atencioso. A máquina de café teve um pequeno vazamento e, mesmo depois de já terem servido um po...

Casa Bradesco: Sou o Outro do Outro — Es Devlin

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Agora, vou contar um pouco sobre a atual exposição da Casa Bradesco, que eu achei realmente maravilhosa. É uma experiência diferente, gostosa e muito interessante. A gente já entra no clima logo na primeira sala e vai ficando curiosa para descobrir a próxima sala, e depois a outra. Em cada ambiente aparece uma novidade. A exposição mistura luz, som, arquitetura e movimento em seis instalações imersivas criadas pela artista e cenógrafa britânica Es Devlin, conhecida por criar cenários para grandes shows de artistas como Lady Gaga, Beyoncé, a banda U2, entre outros. A mostra acontece na Cidade Matarazzo, perto da Paulista. Tem salas com audiovisual, espaços interativos, uma sala onde o  público pode desenhar e outra com pequenas gravuras presas na parede, onde cada visitante pode escolher uma e levar para casa. E claro, a sala mais esperada e mais comentada da exposição é o famoso labirinto de espelhos. Realmente impressiona. Em alguns momentos parece que a gente perde totalmente a n...

A Livraria Paisagem da Casa Bradesco

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Fui visitar uma nova exposição na Casa Bradesco e comecei o passeio pela L ivraria Paisagem.  Ela é imperdível. Logo na entrada, a livraria já chama atenção pela seleção cuidadosa de livros raros, edições especiais e obras que parecem verdadeiros objetos de arte. Uma livraria para apreciar, entrar sem pressa e curtir cada canto. Livros gigantes, fotografia, arte, arquitetura, cinema e capas lindíssimas. Entre tantas obras, os livros de Sebastião Salgado, as publicações sobre Egito Antigo e edições como Dior Forever e Robert Doisneau Paris me chamaram tanta atenção que voltei para fotografar e olhar melhor. E como eu também gosto de coisa chique, adorei as incríveis edições de arte e fotografia da editora alemã Taschen, conhecidas pelo acabamento e pelo luxo das publicações. Uma livraria que não é apenas para comprar livros caríssimos. É um lugar para olhar, explorar e se encantar.

A Melhor Coxinha de São Paulo

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A melhor coxinha de São Paulo, para mim, era a da Lanchonete Intervalo. Esses dias eu estava com um grupo que não conhecia a Intervalo, então fomos ali ao lado da Catedral da Sé comer a "melhor coxinha", segundo o grupo. É preciso admitir: estava muito gostosa. Na mesma hora lembrei de tempos atrás, quando fui até o Frangó comer  a famosa coxinha deles. Naquela época, muitos diziam que era a melhor da cidade. E, claro, comparei imediatamente com a dá Intervalo. A Intervalo fechou faz alguns anos. Mas eu ainda sinto saudades daquele lugar. E percebo que não sou a única. Muita gente que frequentava a Intervalo e que encontro até hoje comenta o quanto a lanchonete faz falta. Ela ficava dentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e do Hospital Santa Isabel e era muito mais do que um lugar para comer. Médicos, enfermeiras, assistentes sociais, funcionários, pessoal da diretoria, alunos... gente de todo canto do hospital passava por ali. Entre um café, uma coxinha e muitas co...

Catedral da Sé

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Passei uma manhã inteira na Catedral da Sé, oficialmente chamada Catedral Metropolitana Nossa Senhora da As sunção.  Sexta-feira já tem um clima especial. É aquele dia em que a gente começa a entrar no ritmo do fim de semana. Já costuma ser um dia gostoso. Mas, depois dessa visita, a sexta-feira ficou ainda mais especial. A visita guiada foi conduzida por um profissional muito preparado que, durante quatro horas, falou sobre a história, a arquitetura, os símbolos, os detalhes da construção e as curiosidades da catedral. Claro que seria impossível lembrar tudo o que ouvi. Então vou tentar reunir aqui um pouquinho daquilo que consegui assimilar. Construção da Catedral A atual Catedral da Sé começou a ser construída em 1913. O projeto em estilo neogótico foi inspirado nas grandes catedrais francesas.  A catedral impressiona pelos números: são 111 metros de comprimento, cinco naves e uma enorme cúpula de 62 metros de altura.  Em 1954, foi inaugurada oficialmente durante as co...

Desencontros

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Recentemente, vivi um desencontro. Um sentimento de não ser compreendida — e isso me deixou triste por meses. Fiquei pensando como isso mexe com a gente. Não é só o que acontece, é o que fica por dentro. Aquela sensação de não ter sido ouvida do jeito que precisava. E, curiosamente, eu conheço a história do Van Gogh. Uma vida inteira sem ser compreendido. Não vendia seus quadros. Dizem que vendeu só um — e ainda assim quase por pena. Quem realmente o sustentava era o irmão, que assumia todas as despesas. Mas o mundo não entendia. Porque a pintura dele era diferente. Avançada demais para a época. Enquanto muitos pintavam imagens mais certinhas, naturezas-mortas, ele via a paisagem de outro jeito. Ele sentia, interpretava, via além. E isso, em vez de aproximá-lo das pessoas, acabava afastando. Agora, estou lendo um livro que traz uma outra história. Um menino encontra um grande músico. Chega cheio de admiração, querendo aprender — queria entender o som de uma nota pura. O músico, com boa...