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Frankenstein no Clube Página Duppla

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É difícil imaginar que uma brincadeira entre jovens escritores pudesse dar origem a uma das obras mais conhecidas da literatura mundial. Quando Mary Shelley teve a ideia de Frankenstein, tinha cerca de 19 anos. Durante um  encontro com amigos escritores, surgiu o desafio de criar uma história de terror. Certamente ela não imaginava que, mais de duzentos anos depois, sua obra continuaria sendo lida, discutida e adaptada em todo o mundo. Desde então, Frankenstein inspirou inúmeras adaptações para teatro, cinema e televisão. Algumas destacaram o terror. Outras enfatizaram o amor, a solidão, a responsabilidade e a necessidade de ser aceito. A vida de Mary Shelley também foi marcada por muitas perdas. Sua mãe morreu poucos dias após seu nascimento. Mais tarde, ela perdeu filhos ainda pequenos, ficou viúva muito jovem, enfrentando diversos momentos difíceis ao longo da vida. No Clube de Leitura, ficou claro como cada uma de nós enxergava, defendia ou condenava Victor e a Criatura de for...

A Idade Que Um Menino Sonhou Ter

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Recebi de uma amiga da fisioterapia aquática um texto muito simpático. Nele, uma professora pediu aos alunos que escrevessem sobre o que gostariam de ser no futuro. Entre médicos, cientistas e jogadores de futebol, um menino deu uma resposta bastante inusitada: disse que seu m aior sonho era ser idoso. E o mais divertido foi a explicação. Na visão do menino, os idosos podem dormir um pouco mais, tirar cochilos sem culpa, fazer o que gostam e viver com mais liberdade, sem tantas cobranças e compromissos que hoje fazem parte da rotina de muitas crianças. O menino também observou que muitos idosos de hoje não passam o tempo apenas sentados em uma praça olhando o movimento. Eles caminham, viajam, fazem exercícios, aprendem coisas novas e aproveitam o tempo de um jeito que ele achou muito legal.  Confesso que gostei muito dessa forma de enxergar o envelhecimento. Muitas vezes damos mais atenção ao que perdemos com o passar dos anos e esquecemos tudo o que ganhamos pelo caminho. Experiên...

Luminiscence na Catedral da Sé

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Depois de fazer sucesso em cidades como Paris e Barcelona, onde foi realizado em igrejas históricas, o espetáculo Luminiscence chegou a São Paulo. Fiquei feliz em saber que essa experiência veio para o Brasil e que a Catedral da Sé foi a escolhida. Cheguei com antecedência e encontrei a Catedral da Sé iluminada e com bastante movimento. Havia muitos segurança e a organização estava muito boa. Os táxis param bem próximos à entrada, facilitando o acesso. Em uma das laterais da Catedral ficam os estandes para compra de ingressos e organização das filas. Havia bastante gente aguardando o início do espetáculo, inclusive alguns estrangeiros. Fiquei no setor Ouro. Consegui um lugar mais ao fundo da catedral, o ponto ideal para apreciar toda a igreja iluminada. Dali foi possível observar a nave central, as laterais, a cúpula, o teto e a grandiosidade da Catedral. As luzes destacam detalhes da arquitetura que muitas vezes passam despercebidos durante uma visita comum. Além da música, uma voz co...

A Arte em Três Mundos

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Bizâncio, Islã e China Continuando os encontros de História da Arte dos quais participo, cheguei a um período que exige mais atenção, mas que também está me encantando. Nem tudo fica claro de imediato, mas tenho certeza de que, a cada aula, vou aprendendo um pouco mais.  Nesta etapa da leitura, estou conhecendo três maneiras muito diferentes de enxergar a arte: a arte bizantina, a arte islâmica e a arte chinesa. Aos poucos, estou entendendo que cada uma dessas culturas desenvolveu seu próprio modo de enxergar e expressar a arte. Na arte bizantina, tudo estava ligado à religião. Um dos exemplos apresentados no livro é o Cristo Pantocrator, uma imagem imponente de Cristo que transmite fé e espiritualidade. Um dos exemplos apresentados é o Alhambra, em Granada, na Espanha, uma das obras mais conhecidas da arte islâmica. Suas colunas delicadas, os arcos e a riqueza dos detalhes mostram que a própria decoração é uma forma de arte. Já na arte chinesa, o que mais se destaca são as linhas ...

Maurice, de E. M. Forster | Clube de Leitura

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Terminei Maurice poucos minutos antes do encontro do Clube de Leitura. Levei muito tempo para ler o livro, não porque fosse difícil, mas porque frequentemente parava para refletir sobre os personagens, seus sentimentos e os conflitos que viviam.  Chamou minha atenção a forma delicada com que o autor retrata uma história de amor entre dois homens na Inglaterra. Escrito em 1914, em uma sociedade conservadora, o livro não se concentra no aspecto sexual. É um romance que fala de amor, dúvidas, medo, perdas e escolhas. O livro foi publicado apenas em 1971, após a morte de E.M.Forster. Ficou guardado por mais de 50 anos, numa época em que muitas pessoas precisavam esconder seus sentimentos e viver em silêncio. No Clube de Leitura, lembramos que, na Inglaterra, a homoxexualidade era considerada crime, o que ajuda a entender porque o autor preferiu não publicar a obra em vida.  Em muitos romances, esse tipo de relacionamento é retratado de forma mais brusca. Em Maurice, o amor é const...

Garota Interrompida

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Recentemente participei de uma discussão sobre o filme "Garota, interrompida", a convite do meu amigo Júlio Rosa, professor doutor da USP, psiquiatra e especialista em medicina legal, junto com estudantes e profissionais do Direito e da Medicina. Foi um encontro muito interessante e gostei muito de ter sido convidada. O filme mostra a história de Susanna, interpretada por Winona Ryder, uma jovem que, nos anos 1960, após uma consulta com um psicanalista, recebe o diagnóstico de transtorno de personalidade borderline e é internada em um hospital psiquiátrico. Lá ela convive com outras jovens muito diferentes entre si, cada uma com seus problemas. Entre elas está Lisa, interpretada por Angelina Jolie, uma jovem sociopata, intensa, manipuladora e muito envolvente. Mas o que mais me chamou atenção foram as conversas que o filme trouxe. Até que ponto uma internação ajuda de verdade? Para quais pessoas ela realmente faz bem? Quando o atendimento especializado é necessário? Também se...

Taraz — café, doce e uma surpresa gostosa.

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Depois de visitar a exposição na Casa Bradesco, fizemos uma pausa no Taraz, ali mesmo na Cidade Matarazzo. Confesso que, antes de entrar, fui perguntar o preço do café e do doce. Achei caro e fiquei pensando se valeria a pena. Mas entramos. E aí veio a surpresa: no Taraz muitos itens são servidos em porções maiores, pensadas para compartilhar. O café deu tranquilamente para nós três — e ainda sobrou. O doce também compartilhamos em três. Escolhemos o bolo de macaxeira com coco, servido com sorvete de baunilha brasileira, doce de leite e fita de coco caramelizada. Uma delícia. E como nós três gostamos  de doce, aproveitamos até o fim. E o último pedacinho... adivinha para quem ficou? Para a mais doceira do grupo: eu. No fim, o que parecia caro acabou ficando gostoso, bonito e mais acessível do que eu imaginava. O café foi preparado na hora e estava ótimo. E o atendimento também foi muito atencioso. A máquina de café teve um pequeno vazamento e, mesmo depois de já terem servido um po...