Gala Dalí
Fui assistir à peça Gala Dalí, uma surpresa agradável, um presente para mim mes ma. Um teatro mais simples, sem a grandiosidade dos grandes palcos. Mais próximo, mais aconchegante. A proposta da peça acompanha esse ambiente. Texto e atuação de Mara Carvalho, em cena com uma presença muito forte. Daquelas artistas de teatro mesmo — que conduzem tudo pela palavra e pela presença. Não é um palco suntuoso, nem uma produção grandiosa. É simples — e não falta nada, porque o que importa ali é o texto. Gala aparece como uma mulher à frente do seu tempo, dinâmica, empreendedora, de personalidade forte. Passa por relações marcantes — primeiro com o poeta francês Paul Éluard e depois com o artista Salvador Dalí — e fica a impressão de que foi muito amada, muito desejada, além de muito importante na vida dos dois. Um amor diferente, como tudo ao redor deles — muitas vezes descrito como sui generis. Há momentos em que a gente quer ser igual a ela. Não em tudo — mas em ...