"Na França"
Agnes recebe um telefonema dizendo que sua tia morreu, uma ligação oficial feita por um policial do interior da França. Na carteira da tia, estava escrito: " Em caso de morte, avisar a Sra. Agnes." Havia também um pedido claro: quer ser cremada. Até aí, tudo bem. Acontece. Só que tem um detalhe impossível de ignorar: essa tia já tinha morrido três anos antes. Pelo menos era isso que Agnes sempre acreditou. A notícia não faz sentido. Incomoda. Não encaixa. E é assim, meio atordoada, que ela deixa a vida que está levando agora e vai até a cidade natal da família, na Borgonha, na França, para tentar entender como alguém pode morrer duas vezes — e o que está por trás dessa história mal explicada. Epa, epa, epa! Acho que o bom senso manda parar por aqui. N ão vou contar mais nada. Não vou explicar o mistério. Não vou entrar nos segredos de família. Não vou falar de quem esteve sempre ali, mas nunca foi enxergada. Querida Tia, de Valérie Perrin, é um romance contemporâneo, famil...