Carta de uma Desconhecida — Stefan Zweig
Fazia tempo que eu não lia um livro tão curtinho e gostasse tanto. Carta de uma Desconhecida, publicado em 1922, me conquistou logo no começo.
É uma leitura simples, fluida, linear. Daquelas que você lê em poucas horas e termina diferente do que começou. Uma carta. Um amor silencioso. Uma vida inteira contada com poucas palavras.
O autor, Stefan Zweig, foi um dos grandes escritores europeus das décadas de 1900. Judeu austríaco, teve que sair da Europa por causa do nazismo e acabou vivendo no Brasil, em Petrópolis.
Além de suas novelas e contos, Zweig escreveu biografias muito conhecidas. Entre elas as biografias de Dostoiévski, Dickens, Balzac, Nietzsche, Tolstói e Stendhal.
Mais tarde publicou também biografias de Maria Antonieta, Fouché, Rilke e Romain Rolland.
Foi também o autor da famosa expressão "Brasil, país do futuro", título de um livro que escreveu depois de se encantar com o nosso país.
Seus livros são curtos, psicológicos e emocionais. Ele cria aqui uma voz feminina muito verdadeira. Um amor não correspondido, memórias intensas, tudo contado com simplicidade e delicadeza.
É pequeno no tamanho. Mas enorme no que faz a gente sentir.
Eu adorei. De verdade.
"Toda beleza do ser humano consiste em se tornar algo melhor do que se foi." — Stefan Zweig

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