Sozinha, mas muito bem acompanhada
Almoçar comigo mesma virou um dos meus pequenos prazeres. Sempre escolho uma mesa aconchegante, de preferência com um sofazinho. E, quer saber? Eu adoro. É a minha pausa do dia, o meu encontro com a culinária francesa.
Geralmente começo o almoço com um Virgin Mary, esse suco de tomate com nome elegante e tempero perfeito, que abre o apetite com delicadeza. Às vezes, antes mesmo das entradas, me permito um Pisco Sour. Que delícia! Só que o sono depois do almoço... ah, esse vem implacável. Para driblar essa anestesia emocional, pedi menos açúcar e, de quebra, umas azeitonas antes de começar. Resultado: bebida sob controle e uma tarde tranquila — até demais.
Cada visita ao Ici Bistrô, aquele cantinho charmoso da Rua Mato Grosso, bem em frente ao Cemitério da Consolação, é uma descoberta. Me aventuro por entradas clássicas como escargots à la Bourguignonne (sim, caracóis — e deliciosos!), os irresistíveis mexilhões à la crème ou as delicadas jambonnettes de grenouille (as famosas coxinhas de rã).
Na sobremesa, tento variar. Às vezes escolho uma fruta — uma manga, por exemplo, que é a minha preferida. Mas há algo que simplesmente não consigo, nem quero trocar: o pain perdu, uma rabanada de brioche com creme de favas de baunilha. É uma sobremesa imperdível, o meu momento de rendição total.
Penso no regime, penso em reduzir o açúcar — afinal, já sou pré-diabética. Mas, no fim me consolo com a ideia de tomar o Glifage quando chegar em casa. Se meu médico souber dessa minha "teoria", vai ter um treco... mas eu já estarei feliz e muito bem acompanhada pelo meu pão — o meu inesquecível pain perdu.

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