Quando a arte ainda não se chamava arte

Entrei em um curso de História da Arte como um desafio pessoal. Sabia que seria um assunto difícil. Nas primeiras aulas descobri algo curioso: não existia arte como pensamos hoje. Não havia artistas nem obras feitas para serem admiradas. As pessoas criavam imagens e objetos para aquele tempo. Só muito mais tarde tudo isso passou a se chamar arte.

O curso está sendo baseado no livro A História da Arte, de E.H.Gombrich, muito usado nas universidades.

Começamos pelo período da pré-história e das primeiras civilizações, que acreditavam na vida após a morte. As obras tinham símbolos e significados daquela época e eram feitas para permanecer para sempre.

Usavam materiais preciosos como ouro, prata e bronze, que ajudavam a preservar as obras e davam mais valor aos objetos. 

Durante a aula, conhecemos algumas obras interessantes e muito bonitas, como uma adaga — uma espécie de punhal, decorada com cenas de caça e rituais, e instrumentos musicais ornados com cabeça de leão. Essas representações davam uma ideia da vida e das crenças dessas civilizações antigas. 

Quando um rei morria, alguns servos da corte podiam ser sacrificados para acompanhá-lo na eternidade.

Foi assim que comecei a entender melhor o sentido das imagens, cheias de crenças e rituais.

O professor trouxe pontos importantes sobre as obras. O grupo interagiu, lembraram de viagens, e a aula ficou mais gostosa. Foi aí que o curso começou a fazer sentido para mim.

O que me chamou a atenção foi que as obras obedeciam a um padrão fixo: cabeça de perfil, olho e tronco de frente e pernas de lado. Uma forma de mostrar o corpo da maneira mais reconhecível possível. O tamanho das figuras também tinha um sentido: o faraó aparecia sempre maior que os demais, a rainha ou pessoas próximas um pouco menores e os servos menores ainda.

A aula foi feita pelo Zoom, com a presença do professor. Houve conversa, participação e troca de ideias, bem diferentes dessas aulas prontas que se tornaram tão comuns hoje.

"Professores brilhantes ensinam para uma profissão. Professores fascinantes ensinam para a vida." —  Augusto Cury  



 


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