Sonhos de Trem: fui pela fotografia, fiquei pela história
Sonhos de Trem é daqueles filmes que a gente assiste com atenção redobrada. Talvez porque tenha cinco indicações ao Oscar, talvez porque uma delas seja assinada por um brasileiro, ou talvez — em especial — porque a fotografia do filme é realmente um espetáculo.
As imagens chamam a atenção desde o início. O trabalho do diretor de fotografia se destaca pela sensibilidade com a luz, pelos enquadramentos precisos e pela forma cuidadosa como a paisagem é filmada. Os amanheceres, as florestas, os rios e os campos soltam aos olhos. São verdadeiras pinturas em movimento, que prendem o olhar e emocionam.
O enredo também me deixou apaixonada. Aos poucos, o filme revela uma narrativa sensível e profunda. É uma vida simples, contada sem pressa, marcada pelo trabalho, pelas perdas, pela solidão e pelo silêncio. O personagem atravessa o tempo com uma resiliência discreta, sem grandes gestos, seguindo em frente, adaptando-se ao que a vida impõe. É no final desse percurso que ele passa a compreender o próprio caminho, ao enxergar o horizonte onde céu e terra se encontram. Fui atraída pela fotografia, mas a história acabou me surpreendendo e me encantando de verdade.
Também merece destaque o desafio de transformar uma obra literária em filme, mantendo o espírito da história, mas usando a linguagem própria do cinema. Ainda não li o livro, mas ele já está na minha lista. Estou só esperando um tempinho para começar a leitura. Depois de assitir ao filme, a curiosidade só aumentou.
Para completar a grandiosidade do trabalho, a música acompanha o filme ternamente — e também foi indicada ao Oscar,
"Sou resiliente. Confio em mim, encho-me de coragem e sigo meu caminho." frase de autor desconhecido.
Indicações ao Oscar (5):
— Melhor fotografia (direção de fotografia: Adolpho Veloso - Brasil)
— Melhor roteiro adaptado
— Melhor trilha Sonora Original
— Melhor Canção Original


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