O Alienista X A Morte e a Morte de Quincas Berro d´Água
"A gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele que o faz." — Machado de Assis
Fiquei muito feliz comigo mesma por ter tido a ideia de escolher livros curtos e ir passando pela literatura russa, francesa e agora a brasileira. Esta sendo uma leitura deliciosa. Cada autor, cada país, um jeito diferente de olhar a vida — e isso deixa tudo mais interessante.
A literatura brasileira, em especial, me animou muito. Fazia tempo que eu não lia Machado de Assis e Jorge Amado. Na escola, a gente lê quase por obrigação, sem envolvimento. Agora foi diferente. Ler com mais idade, com tempo e vontade, muda completamente a experiência.
Os dois livros que li foram O Alienista (1882) e A Morte e a Morte de Quincas Berro d´Água (1959). São novelas que prendem a leitura. A gente lê com prazer, curiosa para saber onde a história vai dar. Há ironia, momentos engraçados e, principalmente, muito Brasil.
Em Machado, aparece um olhar mais crítico e irônico sobre o comportamento humano, o poder e a razão. Em Jorge Amado, surgem a Bahia, o povo, a boemia, a vida de bar, as conversas e os encontros — tudo mais solto, mais vivo.
Essas leituras foram bem diferentes das russas e das francesas, e justamente por isso disperta muita curiosidade. São dois autores brasileiros lidos no mundo inteiro, traduzidos para muitas línguas, fundamentais para valorizar quem somos.
São leituras que continuam fazendo sentido. E quem leu há muito tempo talvez descubra novas interpretações. Reler clássicos, com outros olhos, pode ser uma experiência completamente nova.
Talvez valha a pena experimentar essas leituras com calma, sem pressa, e ver o que elas despertam em você.
"Se viver não é fácil, conviver é um desafio permanente." — Jorge Amado.

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