Noites Brancas X A Morte de Ivan llitch
Entre a vida suspensa e a vida automática
Nestas férias, decidi ler literatura russa por meio de leituras curtas. Queria livros pequenos, que não tomassem muito tempo e permitissem uma leitura tranquila — daquelas que a gente começa e, em dois ou três dias, já termina. Gosto desse tipo de leitura porque ela acalma: você lê, entende e não fica presa por semanas à mesma história.
Foi assim que li, um na sequência do outro, Noites Brancas e A Morte de Ivan llitch. São textos curtos e diferentes entre si, mas que acabam conversando quando lidos dessa forma.
Em Noites Brancas, vemos uma vida quase suspensa. O personagem observa muito, imagina muito, mas age pouco. A alegria aparece como um momento bonito, quase um sonho — e logo passa. Já em A Morte de Ivan Llitch, o incômodo vem do contrário: uma vida vivida no automático, seguindo regras e expectativas, sem atenção ao que realmente está sendo vivido.
Apesar das diferenças, os dois livros tocam no mesmo ponto: a dificuldade de estar presente na própria vida. Um sonha demais; o outro vive sem perceber. No fim, ambos fazem pensar como faz diferença estar no aqui e agora, vivendo com mais consciência, para depois poder lembrar do passado com leveza e alegria.
Como diz uma frase que encontrei: "Uma vida bem vivida é uma história bem contada."

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