Descobri o que é um oráculo
Eu nunca soube exatamente o que era um oráculo. Sempre achei que tivesse a ver com cartas, baralho, tarô, previsão. Muita gente pensa assim — eu também pensava.
Fui entendendo aos poucos, quase sem perceber. Num clube de leitura, li O grito da onça. Poucos dias depois, encontrei a autora por acaso, num hospital. Logo em seguida, uma mediadora conhecida me enviou uma aula chamada oráculo da onça — e a onça apareceu de novo.
Não vi isso como algo místico. Vi como um convite para prestar atenção.
Pesquisando, descobri que nos oráculos antigos, como o Oráculo de Delfos, não havia cartas nem previsão. As respostas vinham em frases curtas e simbólicas. A mais famosa delas dizia apenas: "Conhece-te a ti mesmo." O objetivo não era adivinhar o futuro, mas refletir.
A aula falava sobre parar, respirar e olhar para o momento presente. Isso fez muito sentido para mim.
O oráculo, pelo que entendi, não serve para dar respostas. Ele serve para pensar. Para refletir sobre a vida a partir de um símbolo.
Quando a gente se compara a um animal, algo na mente se organiza. Por que ele é forte? Por que é silencioso? Por que corre? Por que espera? No meu caso, o oráculo da onça foi isso: parar e refletir.
Hoje entendo o oráculo assim: não como previsão, mas como pausa. Um jeito simples de voltar para o aqui e agora.
E talvez um oráculo também seja isso: uma frase que não explica tudo, mas faz a gente pensar — como essa da Rita Lee:
"A inocência não dura a vida inteira. Brinque de ser sério."

Olá, Neide. Sua postagem é excelente. Numa época em que as pessoas estão tão agitadas, não param para pensar e perdem o sono, porque só nessa hora começam a evocar seus problemas. E por não pensar, achamos que as soluções das nossas dificuldades, estão nos outros ou no consumo sem razão. você tocou na ferida da sociedade. Vamos olhar para nós mesmos e nos espantar com a grandeza da nossa criatividade.
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