Museu Larco: O imperdível de Lima

Gostei demais do Museu Larco, em Lima, no Peru, instalado numa mansão do século XVIII, coberta por buganvílias que encantam logo na chegada. Desde a entrada o museu já transmite uma atmosfera acolhedora e tranquila. Fundado em 1926 por Rafael Larco Hoyle, um dos maiores arqueólogos peruanos, reúne um acervo riquíssimo das culturas pré-colombianas.

O museu possui um acervo de aproximadamente 45 mil peças, resultado de décadas de pesquisa e preservação. Desse conjunto monumental, apenas algumas centenas são selecionadas para a exposição principal, organizada com muito cuidado, de maneira elegante e acessível ao público. Grande parte desse acervo é dedicada à cultura Mochica (Moche), uma das mais representadas no museu. As cerâmicas Moche chamam atenção pela delicadeza das feições; os têxteis impressionam pelo refinamento do trabalho; e as peças de ourivesaria, como coroas, ornamentos e máscaras, revelam sofisticação e a técnica das culturas antigas.

Fiz a visita pela manhã e, depois, almocei no restaurante do museu, um lugar charmoso e agradável. Mas o momento mais marcante foi, sem dúvida, a visita guiada. O mediador falava ao microfone e cada visitante recebia um pequeno aparelho de áudio no ouvido, o que permitia ouvir tudo perfeitamente, mesmo ao se afastar um pouco para tirar fotos sem atrapalhar ninguém. Ele escolhia algumas peças-chaves para explicar, contextualizando cada obra de maneira clara, leve e fácil de absorver.

Foi uma visita encantadora — elegante, didática e surpreendente — que tornou o Museu Larco uma das experiências mais especiais da minha viagem a Lima.

"Se você ouvir uma voz dentro de você dizendo 'você não pode pintar', então pinte, e essa voz será silenciada." — Van Gogh.





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