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Frankenstein: a humanidade pode ser aprendida

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Escolhi assistir a Frankenstein numa-sexta feira à noite, esperando um filme mais forte, mais provocativo. Mas encontrei algo diferente. Em vez de choque, encontrei amor, delicadeza e escuta. Não é um filme para assistir uma única vez. Ele pede retorno, atenção aos detalhes e às escolhas. Frankeinstein  nasceu como um texto de terror, escrito em 1818 por Mary Shelley, quando tinha apenas 19 anos. Com o tempo revelou-se muito mais que isso: uma profunda reflexão sobre criação e o que nos torna humanos. Victor Frankenstein é o médico e cientista que cria a Criatura, mas a história acaba deslocando o olhar para quem foi criado, não para quem criou. A primeira palavra que ele fala é "Victor": não nasce revolta, nasce vínculo. E no amor de Elizabeth vemos que é possível escolher enxergar além das aparências. É no final que o filme encontra sua força maior. Quando o comandante manda o navio recuar e decide desobedecer às ordens da Coroa para salvar seus homens, revela-se ali uma ...